Há dias em que sem saber o motivo reencontramos textos antigos, verdadeiros tratados filosófico-emotivos de nosso passado. Ao relê-los não nos recordamos mais o motivo que nos levara a tamanhos devaneios. Quiçá fora uma desilusão amorosa ou o rompimento de uma amizade. Talvez uma crise financeira ou um ganho no jogo do bicho, porque, se fosse na loteria, nem sequer escreveria mais (risos). Quem sabe fora uma discussão familiar decorrente de alguma estupidez recíproca. Provavelmente um acesso de raiva por não saber expressar exatamente o que desejava. Ou apenas um ensaio na participação de concursos literários.
I CONCURSO LITERÁRIO
SÃO PAULO EM PROSA &
VERSO
Monstros que habitam a escuridão dos
bueiros
Correm por entre veias
sagradas de seres profanos
Sem que a história clareie
os nevoeiros
Que os seres manifestam
quando riem insanos
O regurgitar da boca das virtudes morais,
Entre as escadas do submundo
da esperança
O ser passante busca
ausência solidão
Nos congestionamentos das
capitais
Se bem que as horas
infinitamente finitas
Nunca se esquecem de lembrar
O quanto é limitado – o ser
–
Que perde tempo em sonhar
E os monstros que habitam a
claridade das certezas
Ameaçam o caos da ordem
urbana
Sem, contudo deixar insatisfeito
Aquele que ri sem saber por quê

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